SÃO MÃOS, SÃO FLORES
SÃO MÃOS, SÃO FLORES Com o sangue dou-me à vida, e nas crinas dos Goivos brancos, faço a colheita do sol profundo, como ceifa do centeio maduro, nas mãos. O horizonte distante e límpido, é fonte de eternos poemas, trigais ondeando nos abraços, púrpura de um vento vindouro, são flores. Com o sangue renasço do céu, e nos seios dos cerejais, mergulho os olhos e o rosto, cedilha de seda e frescura, nas mãos. O horizonte é cevada e parede, é cruz e arco-íris, arame farpado cortando o fôlego, como velhas navalhas afiadas, são flores. ------------------------------------------ Poema de Virgilio Guerreiro Lisboa, Portugal Copyright Siga-me no YouTube ----->>>> https://youtu.be/XW70-NgsBAc