AS FOLHAS IAM CAINDO AO CHÃO
AS FOLHAS IAM CAINDO AO CHÃO
As folhas iam caindo ao chão,
como àgua que brota das rochas,
brisas,
e as mãos frias,
gretadas, 'in loco', espessas, ásperas,
bendito sopro do vento norte.
Ao fundo o caminho enlameado,
tão negro quanto as nuvens negras,
chuvas,
e os pés frios,
intensas vértebras raiadas de luz.
Os olhos das asas do gavião,
fruto de Deus, iluminadas tochas,
acesas,
e tão quentes,
quanto insubmissas presas feridas,
a bem-dizer solstício de sorte.
Ao tempo que é um barco sitiado,
um refúgio invernal de horas magras,
cruas,
e tão ausentes,
'in situ', Rosas, Vénus e Flor de Lótus.
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Poema de Virgilio Guerreiro
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Lisboa, Portugal
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