APRENDER PARA FAZER

 APRENDER PARA FAZER

A esperança é a minha,

a nossa. 

A esperança

de que o vendaval 

descubra a alma da raiz,

e todas as células sejam pulmão,

bem como a espera da ceifa,

pela foice, pela mão,

integrem a voz na língua dos homens.


Um dia saberemos que o Colibri

é o Poeta das flores de cálice vermelho.


O Pensamento é o meu,

o nosso. 

O pensamento

tem a cor do seu encanto, 

por céus e pinceladas a pastel,

pontos e vírgulas, infinito jardim,

e nele pensamos a sede,

como início e fim,

daquilo que seremos e do que a vontade foi.


Se um dia aprendermos a fazer,

provaremos o empirismo de John Locke.


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Poema de Virgilio Guerreiro

Lisboa, Portugal


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