SEM PAZ UM DIA
SEM PAZ UM DIA
Nos abraços a cor
a arte do azul infinito,
corações e palavras inacabadas,
voam dispersas,
por trigais de chuva lanceolada.
São alegorias os risos,
das ondas do mar,
rios de sonhos tresmalhados,
agem compactos,
nos areais ao sol descansado.
Serenas manhãs cinzentas,
partem para rumo incerto,
levam consigo asas quebradas,
pontiagudas, abertas,
como facas de lâmina degolada.
Cantando rituais perdidos,
caminham homens descalços,
permanentes em si mesmos,
gritam fome sem actos,
sobeja apenas ferro petrificado.
Sem paz um dia, noite, inverno.
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Pela paz em todo o mundo!
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Poema de Virgilio Guerreiro
Lisboa, Portugal
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