DESEJO PALAVRAS SÁBIAS

DESEJO PALAVRAS SÁBIAS

Desejo palavras sábias,

na ancestralidade de Alexandria.


Todo o poema tem rostos,

almas, sentidos, e aromas,

textura, mar e sílabas roídas

pela inércia do tempo ausente.


Desaguam ondas sóbrias,

nos dedos que escrevinham obras.


Toda a nascente do rio é cosmos,

livro, Roma e Atenas,

bandeira hasteada como gaivota,

Acácia de papel, erva e serpente.


Destilo a voz com poemas e árias,

na certeza infinita da palavra eterna.


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Autor: Virgilio Guerreiro

Lisboa, Portugal

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